
Tão amplo quanto toda magnitude da vida, o resumo de bons momentos que fazem todas as razões para se olhar para frente e jurar amor ao que lhe rodeia.
O que persiste em não nos deixar abrir mão de tentar? Há de fato uma chama em nosso interior que nos preenche de luz?
É como caminhar em meio à espinhos, como mastigar brasas, como viver em meio a tantos de poucos valores.
A vida dia a dia torna-se mais enigmática, tão desoladora, tão gigantesca, ampla e baixa.
A felicidade está mais próxima ao medo do que do amor, os lugares e os objetos passaram à imperceptíveis. Como se de repente não me importa onde estou e sim se estou, a mim o que toca sou eu, se “estou bem” então agora vamos contabilizar os danos e prejuízos.
As pessoas que gosto são como algo estendido de minha existência, como se algo me ferisse também ao feri-los, e desse sentimento opto por não tentar descrever, até mesmo porque seria impossível de traduzi-lo em palavras. Alerto a todos periodicamente da distancia segura para com meus segredos, como instinto de sobrevivência ferir aos seus iguais para não se ferir, há quem não faz uso de tal? Aos que se mantém de pé ao meu lado, mesmo com tanta complexidade hostil, dou-lhes o céu de minha personalidade, pois se fizeram merecedores pra tal.
E não me venha dizer que não colocou à prova as pessoas que você diz gostar, se é que sabe o que isso significa. A nos só tem valor, o que nos atribuímos valor. Deus poderia ser o diabo, se assim tu preferir.