segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Princípios e Seus Homens

Os ventos falam ao pé da orelha, descrevendo o universo a desvendar;
Uma única e singela chama a guiar, dentre ao que antes era completo escuro;
Alimentando-se da certeza sempre estática no seu eu interior;
Todas as mares, todos os tornados.. dobrarão perante apenas um sussurro;

Preso em um emaranhado de motivos para seguir, não resta um talvez se quer;
É sim tão imenso quanto belo aquele horizonte almejado;
Grandeza tamanha que compara-se a fé dos homens que seguem sem hesitar;
O paraíso se apresenta naquele amor que fora por vezes desprezado...

Homem de principio, buscando a sabedoria em gestos verdadeiros e simples;
Homem que por fim, dirá que jamais optou por um passo atrás;
De bom grado seria a todos a certeza de ter feito desta vida algo lindo e louvável;
De bom grado é a todos ver tal homem perante a que lhe satisfaz.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Quem Iria te Contrariar?

Vislumbrar situações inesperadas, caindo de cabeça em um mundo completa e profundamente novo, sentindo-se azul em meio aos vermelhos e gaguejando nas palavras que pensara em dizer. Bem vindo ao novo lar de alguém que sentira em si um resquício daquele sentimento chamado desprezo, e quem lá iria te contrariar?
Tomado por um medo que não lhe faz correr, mas sim lhe dá coragem para golpear, aquele que veria por anos em seus pés descalços o motivo para atingir o céu!
Nos poucos recursos os paus para construir a canoa e em sua canoa ele encontraria então as Américas, tudo a partir disso seria felicidade incondicional, como aqueles dos filmes americanos de caráter duvidoso, e enfim, quem precisaria de um caráter se nascesse americano?
Em seu plano infalível não se via mínima Possibilidade de falha, o negro tão intenso que ao dito popular se diz azul, algo consistente e imponente, conduzido pela fé e pela violência e um animal não compreendido... até que então lhe fizeram faltar o chão e o ar para respirar, com as vistas turvas e semi avermelhadas com o próprio sangue, escutara ao fundo de seu terror algo que lhe remetera a suas origens, suas condições e seu saldo bancário.
Fora morto ali mais um “homem”, mais um grande amor ou grande compositor.. talvez um pai de família ou aquela estrela que iria nos fazer vivos.
Em meio a lobos não deveria existir o talvez, não se escapa da queda em um precipício. A vida dá todos essas as possibilidades, menos ou mais numerosas, o que depende no inicio de tudo a grosso modo é a classe social, não é passivo de compreensão ao cegos o que as cores representam, tão pouco aos poucos necessitados o quanto a pobreza pode marcar alguém. Eles tratam pessoas como números, sorriem e esquecem, ele nunca seria algum dos preferidos daquele lugar, ele seria no máximo o pobrezinho aceito por aqueles que conduzem isso tudo com mão molhadas na hipocrisia.
O destino está traçado, e é o pulsar de um coração capaz de contrariar a física, a translação, a rotação, o caralho a quatro... a capacidade de manchar o pálido dos rostos impecáveis com o roxo da dor, daquela mesma dor que a pobreza o fizeram sentir ao longo da vida.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ao que Tender?

Homens podem odiar com a mesma intensidade que amam, e talvez esteja exatamente nesse meio inconsistente a definição de satisfação ou tormento.
A pobreza de espírito daqueles apáticos desaponta, ou amedronta. Nunca ao menos pensaram em se jogarem de cabeça por medo de perderem o que havia para trás.
Os extremos talvez definam o homem, a dor só é dor quando não é mais possível acrescer dor ao sofrimento. E o que define um homem sem extremos? Qual seus limites?
Uma linha em seu marco central, uma vontade tendenciosa de optar para um dos lados e a incapacidade de dar o primeiro dos passos. Como meros coadjuvantes.
Não há notoriedade em atitudes efusivas, atitudes evasivas, parece exalar dó e desespero, há sim muito dessa atitude que desequilibra em palavras convictas, por menor o numero de palavras que forem ditas.
Homens não conhecem o amor, por que dizem amar sem pensar no que é amor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Conversa com Deus

Peguei todos os melhores sentimentos, os limpei diversas vezes até estarem apresentáveis, apliquei a eles valores e esperei que deles nascessem apenas bons frutos.
Talhei ao longo do caminho milhares de situações afim de deixar exposto minhas boas intenções com os que me cercavam, estendi a mão sempre que possível me aventurando também pelo impossível.
Montei uma realidade que talvez esteja sendo distorcida com o passar dos anos, que os caminhos mais árduos e sinuosos seriam os que mais o recompensaria ao fim.
Mas é como um pingo negro em meio a imensidão branca, como um flash percebe-se que não há mais chão.
Qual a bondade, em bondades que estão com segundas intenções, qual é o Deus que se crê quando se ajudar por medo de quando em posição desprivilegiada não haveria quem o socorresse.
Talvez Deus, nas frases onde este “amor” está presente, não seria assim difícil substituí-lo por “medo”, talvez Deus, a compaixão seja o ultimo sentimento que os homens desse novo mundo possam aprender, apenas quando a ganância e o individualismo lhes deixam suspirar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

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De tão amplo que é, ofusca; De tão complexo, confunde; De tão profundo, desorienta;
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, há quem odeie e também há os que não entendem.

Vida, Alguns Anos Mais Velho.

De tão amplo que é, ofusca; De tão complexo, confunde; De tão profundo, desorienta;
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, a quem odeie e também os que não entendem.