As vezes repentino, voltava a tona as incertezas como num mergulho em aguas obscuras e desconhecidas. Como tinha que ser, as consequências e as coincidências nunca se mostravam favoráveis a uma reabilitação e tão pouco encontrava luz para guiar-me.
Olhava aos próximos fazendo descrições pejorativas dos pés a cabeça, não me abstendo do desapego e a completa falta de empatia, o negro obscuro e frio lado da mente humana.
Imaginava em mim um mártir, desprezando completamente que aqueles ao me redor poderiam estar sofrendo de dor, de magoas, de solidão. Me taxando incontestável meu umbigo parecia mais interessante que as cores da vida, vivia eu num eterno eu sem fim.
Voz tremula muitas vezes remetendo a um drama forçado, apego a verdades encostáveis e irracionais, como se a verdade devesse a mim satisfação. O universo deveria de alguma forma providenciar minha melhora, não eu, não com meus braços.
Desprazer, infelicidade, solidão, contradição, desorientação, insatisfação... tremendo sobre as pernas, confuso e convicto, contradito mas sempre linear. Tinha nisso algumas verdades imutáveis, era a fé de espirito sempre inexpressiva fisicamente e gigantescamente delimitadora psicologicamente.
Deveria ao menos me questionar quanto o fundamento em viver a vida focado no pós morte, o Deus do saber conduzindo ao desprazer.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Distanciar-se

Eu havia vislumbrado mais uma etapa, imaginava que a tão falada experiência de vida nos era dada por meio de níveis, e a cada um novo nível alcançado as dificuldades deixadas para trás pareciam diminuir gradativamente.
Pensava em de alguma forma me dar valor, aplicar a mim mesmo significância para ser o condutor. Há quem diz que é ser orgulhoso e fútil mas pensei por vezes que antes orgulhoso e fútil do que infeliz, pensava freqüentemente que a limitação imposta por uma única forma de pensar, como um cristão que vê em Cristo todas as respostas, era de alguma forma vergonhoso, mas também que era essa condição é que nos dava os meios para existir.
Aprendi durante um tempo que era arriscado esperar da minha sensatez as melhores atitudes pois as coisas sempre se redobravam na minha frente, insistentemente comportando-se a modo que fazia me contrariar. Vi que se colocasse os mencionados auto valores para cima, mesmo que mentindo para mim, eu automaticamente me sentiria a vontade de lidar com qualquer situação, com a frieza que um general de guerra assaria uma costela com seus filhos no fim de semana.
Iria aplicar o desapego simbólico, cômico e teatral, mas iria de alguma forma montar barreiras de auto proteção, sem de fato ligar para que os demais falassem.. na verdade passei a ver a minha preocupação com a opinião alheia como meu maior defeito, percebi-me preso a um aglomerado de conceitos gerais e disso passei a enojar tamanha mesquinhez. Visivelmente conceitos gerais não são aplicados a mim, da mesma forma que no interior de cada um eles não seriam aplicáveis.
Decidi aprender a não amar, deveria saber fazê-lo e me senti na obrigação de por em pratica essa atrocidade aos sentimentos humanos. A verdade que todo aquele glamuor envolto das paixonites e das amizades sem fim não lhe serviria de nada num momento de desespero e baixa estima. Achei que em boa parte das vezes nossos cérebros por tolos que são nos condicionavam a uma pré disposição ao apego, quando isso era o caminho do suicídio do amor próprio.
sábado, 11 de junho de 2011
Delimita-se
Eles optaram por colocar em Deus seus pesares, direcionando um fim ao turbulento da vida e ao que não coexiste com a natureza de ser.
Vejo tanto amor e ódio neles quanto em mim, vejo o mesmo potencial caótico de dizimação e a mesma capacidade de encantar os tolos, vejo desespero e primitivismo, mas vejo também um fim, o ponto final do parágrafo existir.
Existe dentro daquelas cabeças uma margem de delimita onde pisar ou não, uma guilhotina que parte a expansão da mente em um ponto onde tudo é firme, e a compaixão ainda fala mais alto que a autonomia.
Dentro de um catalogo pré definido de ações, posicionar-se diante de alguma situação se torna um hábito cotidiano e não lógico, talvez passivo de arrependimento mas, um arrependimento superficial e simplório, facilmente superado com algumas dozes de algo alcoólico e musicas falando “satisfaction” ao pé da orelha.
Mais informações são mais responsabilidades, mais possibilidades são mais raciocínio, mais sensatez torna-se mais remorso, e remorso sempre será dor.
Vejo tanto amor e ódio neles quanto em mim, vejo o mesmo potencial caótico de dizimação e a mesma capacidade de encantar os tolos, vejo desespero e primitivismo, mas vejo também um fim, o ponto final do parágrafo existir.
Existe dentro daquelas cabeças uma margem de delimita onde pisar ou não, uma guilhotina que parte a expansão da mente em um ponto onde tudo é firme, e a compaixão ainda fala mais alto que a autonomia.
Dentro de um catalogo pré definido de ações, posicionar-se diante de alguma situação se torna um hábito cotidiano e não lógico, talvez passivo de arrependimento mas, um arrependimento superficial e simplório, facilmente superado com algumas dozes de algo alcoólico e musicas falando “satisfaction” ao pé da orelha.
Mais informações são mais responsabilidades, mais possibilidades são mais raciocínio, mais sensatez torna-se mais remorso, e remorso sempre será dor.
domingo, 5 de junho de 2011
Ao Que Me Passa...
Há de alguma forma, e sei que há! Essa felicidade que nos dá direção, e em amor paterno, fraterno, platônico... o mundo se auto desenha, sim, como se os sentimentos modulassem nosso interior e nos expandissem ao além (e infinito).
Em uma direção concreta pessoas não se questionam, pessoas vivem! Pessoas são pessoas como pessoas deveriam ser, elas não brincam de Deus e se acaso brincarem para essas “pessoas” (ainda tratando-as como pessoas, pois é que são) realmente não estariam em duvida sob suas brincadeiras.
A diferença entre uma pessoa que conseguiu os céus de uma que acaba no fim do poço é a direção de seus avanços, a felicidade que gerou a direção que consequentemente gera a confiança em apostar são as mesmas, aparentemente, acabando assim a cargo de Deus (me permito aqui chamar-lo assim) lhe disponibilizarem as ferramentas para o sucesso ou caos absoluto.
Penso que de modo distinto os seres evoluídos formaram métodos de não questionarem e simplesmente agirem, numa declaração simplória de “foda-se as conseqüências, esse sou eu!”, a formulas demais pra um resultado visível, e pra garantirem que isso não lhe trariam muitas dores de cabeça colocam pra cima a estimativa, dado os fatos ou se dão muito bem ou se matam-se de vez.. mas lembrarão sempre que aquele eram eles, apenas eles ao fundo de suas essências.
Em uma direção concreta pessoas não se questionam, pessoas vivem! Pessoas são pessoas como pessoas deveriam ser, elas não brincam de Deus e se acaso brincarem para essas “pessoas” (ainda tratando-as como pessoas, pois é que são) realmente não estariam em duvida sob suas brincadeiras.
A diferença entre uma pessoa que conseguiu os céus de uma que acaba no fim do poço é a direção de seus avanços, a felicidade que gerou a direção que consequentemente gera a confiança em apostar são as mesmas, aparentemente, acabando assim a cargo de Deus (me permito aqui chamar-lo assim) lhe disponibilizarem as ferramentas para o sucesso ou caos absoluto.
Penso que de modo distinto os seres evoluídos formaram métodos de não questionarem e simplesmente agirem, numa declaração simplória de “foda-se as conseqüências, esse sou eu!”, a formulas demais pra um resultado visível, e pra garantirem que isso não lhe trariam muitas dores de cabeça colocam pra cima a estimativa, dado os fatos ou se dão muito bem ou se matam-se de vez.. mas lembrarão sempre que aquele eram eles, apenas eles ao fundo de suas essências.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Pense. (ou não pense)
Pensei em felicidade distante, improvável beirando o surreal;
Pensei nas impossibilidades, em contestações e repulsas;
Pensei em dificuldade, em provável dor e no medo envolto;
Pensei não ser capaz, não ser merecedor e no não-Deus;
Pensei em musicas, nas belas artes e nos seres que transpiram vida;
Pensei no amor como algo próximo ao ódio, pensei em não amar...
Pensei em vida, a ser vivida e não por estar vivo;
Pensei que pensar me deturbava;
Pensei que pensar fazia eu querer distancia de mim;
Pensei que ao pensar, não gostaria mais de me ter.
Pensei nas impossibilidades, em contestações e repulsas;
Pensei em dificuldade, em provável dor e no medo envolto;
Pensei não ser capaz, não ser merecedor e no não-Deus;
Pensei em musicas, nas belas artes e nos seres que transpiram vida;
Pensei no amor como algo próximo ao ódio, pensei em não amar...
Pensei em vida, a ser vivida e não por estar vivo;
Pensei que pensar me deturbava;
Pensei que pensar fazia eu querer distancia de mim;
Pensei que ao pensar, não gostaria mais de me ter.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
.
Hoje novamente ao passo da tristeza, sentindo injustiçado por estar dentro de si, por não saber chorar e escoar aquilo que nem ao menos se dá nomes.
Um metódico padecendo em teorias infindáveis e desestruturadas, um desconhecido do sofrimento físico morrendo psicologicamente.
Incompatível, intolerável, infiel, supérfluo, complexo, digno de dó!
Ter em si, o necessário pra si.. negar-se por completo, desejar regresso ou fim absoluto.
se podessem sair, se podessem sumir, se me fizessem sentir falta, e esse fosse humano? Natural? Simplório!?!.. e se parassem de berrar em minhas orelhas?
Um metódico padecendo em teorias infindáveis e desestruturadas, um desconhecido do sofrimento físico morrendo psicologicamente.
Incompatível, intolerável, infiel, supérfluo, complexo, digno de dó!
Ter em si, o necessário pra si.. negar-se por completo, desejar regresso ou fim absoluto.
se podessem sair, se podessem sumir, se me fizessem sentir falta, e esse fosse humano? Natural? Simplório!?!.. e se parassem de berrar em minhas orelhas?
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Sem Tema, Sem Direção
Talvez fosse inverter os passos e insistir em não estar no fluxo, em um solidário o silencio que muitas vezes fazia-se para que a palavra fosse passada a outro, mesmo ninguém parecendo surpreso com a desatenção de todos com todos.
Sempre buscando o suprasumo da vida para segundos, sempre tentando tocar as estrelas, sempre vendo simplicidade para conforto, para respirar. Respirar fumaça de cigarro.
Existia a necessidade de se mexer, de não calar, de beber tudo que tinha em mãos e logo ir em direção de uma prateleira comprar mais. Esperamos sempre pela felicidade futura, como fosse tão certa e já conseguíssemos senti-la em nossas veias. Mas nem ao menos sabíamos se estaríamos vivos pra um dia falar, sou feliz.
Sempre que me deparava com pessoas que esperam compaixão dos demais sentia dó, ou raiva, ou desprezo.. não sei bem a definição, mas sei que aquilo me incomodava profundamente, me sentia ofendido. Sempre achei injusto com aqueles que se esforçam pelo que tem, que outras pessoas tivessem mais sem esforço algum. Por algum motivo passei a ver as coisas individualmente, pra tudo, com todos. Sempre esperando que alguém traísse primeiro ou se mostrasse menos confiável do que o de habitual.
Tinha a impressão que aquela vida bela que vi nos filmes só era encenada pra mostrar para a todos o quão infeliz eram. Eu estava amargo, distorcido, amarrotado, preso, doente, triste, descrente, ausente, desacreditado de tudo.
Minha cabeça rodava e não achava um centro, meus amigos não compartilhavam das mesmas canções, a bebida tinha se tornado rotina e o mal causado pelo cigarro não me importava mais.
Mas o curioso que mesmo estando tão atormentado, não me sentia coagido, eu aparentemente tivera desenvolvido a capacidade de viver com aquilo. Como se eu mesmo não me importasse com o que ou quem era.
Minhas obrigações apenas aconteciam, e eu não me importava tão acentuadamente com tudo como se meus dias passassem do claro ao negro por eventualidade.
A verdade que ao longo dos anos perdi a margem de delimita a loucura da sanidade, a doença da saúde, as pessoas dos amigos. Tenho perdido o amor.
Sempre buscando o suprasumo da vida para segundos, sempre tentando tocar as estrelas, sempre vendo simplicidade para conforto, para respirar. Respirar fumaça de cigarro.
Existia a necessidade de se mexer, de não calar, de beber tudo que tinha em mãos e logo ir em direção de uma prateleira comprar mais. Esperamos sempre pela felicidade futura, como fosse tão certa e já conseguíssemos senti-la em nossas veias. Mas nem ao menos sabíamos se estaríamos vivos pra um dia falar, sou feliz.
Sempre que me deparava com pessoas que esperam compaixão dos demais sentia dó, ou raiva, ou desprezo.. não sei bem a definição, mas sei que aquilo me incomodava profundamente, me sentia ofendido. Sempre achei injusto com aqueles que se esforçam pelo que tem, que outras pessoas tivessem mais sem esforço algum. Por algum motivo passei a ver as coisas individualmente, pra tudo, com todos. Sempre esperando que alguém traísse primeiro ou se mostrasse menos confiável do que o de habitual.
Tinha a impressão que aquela vida bela que vi nos filmes só era encenada pra mostrar para a todos o quão infeliz eram. Eu estava amargo, distorcido, amarrotado, preso, doente, triste, descrente, ausente, desacreditado de tudo.
Minha cabeça rodava e não achava um centro, meus amigos não compartilhavam das mesmas canções, a bebida tinha se tornado rotina e o mal causado pelo cigarro não me importava mais.
Mas o curioso que mesmo estando tão atormentado, não me sentia coagido, eu aparentemente tivera desenvolvido a capacidade de viver com aquilo. Como se eu mesmo não me importasse com o que ou quem era.
Minhas obrigações apenas aconteciam, e eu não me importava tão acentuadamente com tudo como se meus dias passassem do claro ao negro por eventualidade.
A verdade que ao longo dos anos perdi a margem de delimita a loucura da sanidade, a doença da saúde, as pessoas dos amigos. Tenho perdido o amor.
sábado, 16 de abril de 2011
“Tudo Bem, Esse é o Mundo”.
O fato é que ao tentarmos entender os fatos, acabamos por desentendê-los, fato é que quando tentamos resolver uma situação o que provavelmente acontecerá é uma maior distancia da solução.
O fato que os que necessitam transpirar confiança, são os que geram as maiores suspeitas, e que os que se doam muito por instantaneamente são aqueles que provavelmente abandonarão o barco primeiro.
Penso que se pudesse escolher em não pensar, não hesitaria!
A distancia do ser alguém e querer ser-lo é habitualmente desprezada, agora todos nossos gênios são cópias, e no não se cria; Se copia, todos os ouvintes, telespectadores e usuários venderam-se a idéia do “tudo bem, esse é o mundo”.
Temos para cada religioso, 2 padres/pastores/senhores de terreiro, para cada ouvinte 20 bandas, para amizade 15000 colegagens (perfeitamente dispensáveis);
Nossos lideres nos dão vergonha, nossas faculdades poderiam ser mais rígidas, nossos hábitos poderiam ser mais saudáveis, nossos rostos poderiam expressar mais de nossos sentimentos, mas tudo bem, esse é o mundo.
O fato que os que necessitam transpirar confiança, são os que geram as maiores suspeitas, e que os que se doam muito por instantaneamente são aqueles que provavelmente abandonarão o barco primeiro.
Penso que se pudesse escolher em não pensar, não hesitaria!
A distancia do ser alguém e querer ser-lo é habitualmente desprezada, agora todos nossos gênios são cópias, e no não se cria; Se copia, todos os ouvintes, telespectadores e usuários venderam-se a idéia do “tudo bem, esse é o mundo”.
Temos para cada religioso, 2 padres/pastores/senhores de terreiro, para cada ouvinte 20 bandas, para amizade 15000 colegagens (perfeitamente dispensáveis);
Nossos lideres nos dão vergonha, nossas faculdades poderiam ser mais rígidas, nossos hábitos poderiam ser mais saudáveis, nossos rostos poderiam expressar mais de nossos sentimentos, mas tudo bem, esse é o mundo.
sábado, 2 de abril de 2011
"i é só!"
Ninguém precisaria de muitas palavras pra expressar o que sente, se caso estivesse com um furo de 10mm transversal na cabeça.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um Deus em Cada
Um homem não se conhece, não sabe sobre quais seus reais princípios e objetivos, o homem não pode manter sua própria felicidade ou ao menos sua sobriedade em relação a tudo.
Homens são seres destorcidos psicologicamente, substituem seus valores por sua imagem, seu ego por sua fama, sua dor por sua reputação. Ostentam teorias suicidas, vendem seus sentimentos e usam substancias para fugirem de si mesmos.
Não são capazes de compartilhar da dor, reprimem suas fraquezas num esforço pra fazer-se acreditar que elas simplesmente não existem, se maquiam para não demonstrar a própria face, blindam seus carros para não morrerem da maldade imposta por mais homens, seus supostos irmãos.
Somos todos homens, vítimas acuadas de nos mesmos, morrendo pelas mesmas doenças, sofrendo do mesmo frio ou calor intenso. Sentindo a necessidade da não solidão, mesmo que a companhia nesse caso seja um litro de conhaque e um maço de cigarros.
Alguns desses homens se fazem notar a ponta pés e socos, agredindo a si mesmo num outro homem, outros impunham seus instrumentos e deixam a alma falar diretamente com quem pode os ouvir, alguns transmitem por meio de cores e formas seus sentimentos tão intensos e transparentes quanto os nossos, os mesmos sentimentos que preferimos morrer a revelá-los.
Existem homens dispostos a renegar ao cargo de ser homem num absoluto ato de desespero e medo, existem homens que por meio de uma cédula de papel acreditam serem mais que homens, existem homens na lua e homens querendo transformar órgãos biológicos em máquinas para evitar o mesmo que os homens em desespero buscam.
Existem homens mentindo para outros homens, existem homens seqüestrando outros homens... Existem homens dançando, dancem homens, dancem.
Homens são seres destorcidos psicologicamente, substituem seus valores por sua imagem, seu ego por sua fama, sua dor por sua reputação. Ostentam teorias suicidas, vendem seus sentimentos e usam substancias para fugirem de si mesmos.
Não são capazes de compartilhar da dor, reprimem suas fraquezas num esforço pra fazer-se acreditar que elas simplesmente não existem, se maquiam para não demonstrar a própria face, blindam seus carros para não morrerem da maldade imposta por mais homens, seus supostos irmãos.
Somos todos homens, vítimas acuadas de nos mesmos, morrendo pelas mesmas doenças, sofrendo do mesmo frio ou calor intenso. Sentindo a necessidade da não solidão, mesmo que a companhia nesse caso seja um litro de conhaque e um maço de cigarros.
Alguns desses homens se fazem notar a ponta pés e socos, agredindo a si mesmo num outro homem, outros impunham seus instrumentos e deixam a alma falar diretamente com quem pode os ouvir, alguns transmitem por meio de cores e formas seus sentimentos tão intensos e transparentes quanto os nossos, os mesmos sentimentos que preferimos morrer a revelá-los.
Existem homens dispostos a renegar ao cargo de ser homem num absoluto ato de desespero e medo, existem homens que por meio de uma cédula de papel acreditam serem mais que homens, existem homens na lua e homens querendo transformar órgãos biológicos em máquinas para evitar o mesmo que os homens em desespero buscam.
Existem homens mentindo para outros homens, existem homens seqüestrando outros homens... Existem homens dançando, dancem homens, dancem.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ainda sobre o Desespero
... falavam de forma frenética, de tudo e todos, traçando uma batalha contra os espaços em branco de um texto em seu desfeche para um grande final ainda não escrito.
Era visível a necessidade de contato estampada no rosto de todos, que não usavam a fala como um exercício para o raciocínio, nenhum deles parecia estar ali de fato, fazendo assim da palavra algo mecânico, e desprezível também de fato.
Entediava-me a idéia de contribuir para aquele pomar de idéias não frutíferas, era tanto desperdício de tempo que tudo aquilo se apresentava como uma chacina do potencial humano. Todos com tão boas soluções, todos com sorrisos tão confiantes que pareciam senhores de 100 anos, todos fumantes fudidos que quando bem estabilizados socialmente os eram 90% por conseqüência do trabalho de outra geração.
Ha tempos vinha me agradando a idéia do silencio, do escuro e simples, eu tinha perdido a oportunidade das drogas como solução, já achava que estava velho pra isso, precisava de novos meios pra me aturar. Só contato não me satisfazia quando o que eu procurava era vida. Não via maldade, alias, penso que a maldade estava na minha forma de ver os fatos se desenrolarem, mas também não via direção, vi pessoas falando dos presidentes federais, dos jogadores de futebol, dos músicos que se suicidaram, vi pessoas falando, vejo pessoas falando... elas falam até pelos cotovelos, falam incessantemente e intensamente, mas quando veria pessoas agindo?
Particularmente compartilhava de alguns aspectos similares com algumas pessoas, embora nunca ousara sequer mencionar minhas descobertas, mesmo porque elas não tardariam a cair em contradição, como sempre aconteceu anteriormente.
Eu simplesmente não conseguia entender como todos podiam ser tão felizes, como ignoravam seus problemas e viam única e exclusivamente as coisas boas da vida, também não sei se essas coisas eram assim tão boas. Não conseguia não tentar imaginar alguma coisa pra falar ao invés de simplesmente falar-la quando introduzido de surpresa em alguma conversa, nunca fui bom para montar situações com um desfeche que fosse favorável para mim . Talvez por medo houvesse o silencio como amparo, ele nunca me traia devido o fato que as caras de contrariados dos demais participantes da conversa já eram esperadas.
Talvez empenhasse muito sentimento a tudo, talvez gostasse de ser simplesmente o centro da atenção, ou o desfoque total e completo dela. O próximo não me satisfazia, necessitava do interior, e quando não, de extrema distancia. Talvez não tivesse realmente nascido pra viver com essas pessoas, essa sociedade, esses costumes, com isso.
Era visível a necessidade de contato estampada no rosto de todos, que não usavam a fala como um exercício para o raciocínio, nenhum deles parecia estar ali de fato, fazendo assim da palavra algo mecânico, e desprezível também de fato.
Entediava-me a idéia de contribuir para aquele pomar de idéias não frutíferas, era tanto desperdício de tempo que tudo aquilo se apresentava como uma chacina do potencial humano. Todos com tão boas soluções, todos com sorrisos tão confiantes que pareciam senhores de 100 anos, todos fumantes fudidos que quando bem estabilizados socialmente os eram 90% por conseqüência do trabalho de outra geração.
Ha tempos vinha me agradando a idéia do silencio, do escuro e simples, eu tinha perdido a oportunidade das drogas como solução, já achava que estava velho pra isso, precisava de novos meios pra me aturar. Só contato não me satisfazia quando o que eu procurava era vida. Não via maldade, alias, penso que a maldade estava na minha forma de ver os fatos se desenrolarem, mas também não via direção, vi pessoas falando dos presidentes federais, dos jogadores de futebol, dos músicos que se suicidaram, vi pessoas falando, vejo pessoas falando... elas falam até pelos cotovelos, falam incessantemente e intensamente, mas quando veria pessoas agindo?
Particularmente compartilhava de alguns aspectos similares com algumas pessoas, embora nunca ousara sequer mencionar minhas descobertas, mesmo porque elas não tardariam a cair em contradição, como sempre aconteceu anteriormente.
Eu simplesmente não conseguia entender como todos podiam ser tão felizes, como ignoravam seus problemas e viam única e exclusivamente as coisas boas da vida, também não sei se essas coisas eram assim tão boas. Não conseguia não tentar imaginar alguma coisa pra falar ao invés de simplesmente falar-la quando introduzido de surpresa em alguma conversa, nunca fui bom para montar situações com um desfeche que fosse favorável para mim . Talvez por medo houvesse o silencio como amparo, ele nunca me traia devido o fato que as caras de contrariados dos demais participantes da conversa já eram esperadas.
Talvez empenhasse muito sentimento a tudo, talvez gostasse de ser simplesmente o centro da atenção, ou o desfoque total e completo dela. O próximo não me satisfazia, necessitava do interior, e quando não, de extrema distancia. Talvez não tivesse realmente nascido pra viver com essas pessoas, essa sociedade, esses costumes, com isso.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Dias de Verão
Devia ser esse calor que deixava tudo ao contrario, não dormíamos a noite, não comíamos no almoço, não tínhamos vontade de sair... e também não entendíamos o porque de tudo aquilo.
Devia ser o mesmo calor que nos fazia alcoólatras, bêbados aquele calor nos parecia ameno, besteira nossa porque nosso organismo nos encarregaria de expressar na pele o quanto havia sido castigado após o porre.
No calor tudo parece um pouco mais complexo do que realmente é, a cabeça parece que não entende por pirraça única e exclusivamente, rezávamos para que coisas banais jamais acontecessem conosco debaixo daquele sol infernal, porque não imaginava nada pior do que um pneu furado as 14hrs de uma segunda feira as margens de uma rodovia movimentada, sempre ficava imaginando quantos litros suaria até terminar o serviço.
Aqueles dias começavam indigestos, não desciam, não passavam nunca e faziam todos sentirem mais raiva por estarem vivos. Eu tinha vontade de boiar em algum lago com pausas apenas para goles de cerveja, até que minha pele virasse uma casca ou que eu sucumbisse de vez por ter desenvolvido câncer de pele.
Era um verão perdido, nada de importante aconteceu até ali e eu agradecia isso as vezes, pelo menos não estava pior do que estava quando comecei a sentir aquela vontade de sair de mim ocasionada pelo calor.
Eu passei a assistir e ouvir mais do que antes, preferia permanecer de boca fechada a espera de me falassem coisas agradáveis e acabei criando mais uma convicção forte da vida, essas convicções vinham pra mim como uma bonificação por ter subido um nível na vida ao longo do tempo em que fui envelhecendo. Nessa nova convicção eu pensava que nenhum dos filmes que víamos no cinema deveriam ter final feliz, porque naquela vida ali que eu vivia, e sofria com o calor, as coisas não funcionavam assim e nem de longe. Certamente se você se deparasse com sua conta bancaria negativa podendo sacar apenas 2,00 reais e usasse esse valor pra fazer um jogo de mega-sena, o máximo que iria acontecer é você ficar sem seus dois reais e com uma cara de merda.
Mas no momento era o que tínhamos, nos mesmos, cervejas, cigarros e uma puta vontade de explodir a cabeça de qualquer pessoa que vira falar conosco.
Devia ser o mesmo calor que nos fazia alcoólatras, bêbados aquele calor nos parecia ameno, besteira nossa porque nosso organismo nos encarregaria de expressar na pele o quanto havia sido castigado após o porre.
No calor tudo parece um pouco mais complexo do que realmente é, a cabeça parece que não entende por pirraça única e exclusivamente, rezávamos para que coisas banais jamais acontecessem conosco debaixo daquele sol infernal, porque não imaginava nada pior do que um pneu furado as 14hrs de uma segunda feira as margens de uma rodovia movimentada, sempre ficava imaginando quantos litros suaria até terminar o serviço.
Aqueles dias começavam indigestos, não desciam, não passavam nunca e faziam todos sentirem mais raiva por estarem vivos. Eu tinha vontade de boiar em algum lago com pausas apenas para goles de cerveja, até que minha pele virasse uma casca ou que eu sucumbisse de vez por ter desenvolvido câncer de pele.
Era um verão perdido, nada de importante aconteceu até ali e eu agradecia isso as vezes, pelo menos não estava pior do que estava quando comecei a sentir aquela vontade de sair de mim ocasionada pelo calor.
Eu passei a assistir e ouvir mais do que antes, preferia permanecer de boca fechada a espera de me falassem coisas agradáveis e acabei criando mais uma convicção forte da vida, essas convicções vinham pra mim como uma bonificação por ter subido um nível na vida ao longo do tempo em que fui envelhecendo. Nessa nova convicção eu pensava que nenhum dos filmes que víamos no cinema deveriam ter final feliz, porque naquela vida ali que eu vivia, e sofria com o calor, as coisas não funcionavam assim e nem de longe. Certamente se você se deparasse com sua conta bancaria negativa podendo sacar apenas 2,00 reais e usasse esse valor pra fazer um jogo de mega-sena, o máximo que iria acontecer é você ficar sem seus dois reais e com uma cara de merda.
Mas no momento era o que tínhamos, nos mesmos, cervejas, cigarros e uma puta vontade de explodir a cabeça de qualquer pessoa que vira falar conosco.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Já se Sentiu PUTO?!
Atrás de um volante um covarde tornou-se um gladiador, perante os seus olhos nenhum obstáculo perpetuaria. Não! Não enquanto o desafiado da vez for eu.
Enfurecido pelos desencontros proporcionados pela má intenção alheia, seus pensamentos passavam do vermelho ao negro e vice-versa, afinal quem que ousara subtrair de mim o orgulho?
Não me dobraria a ninguém ao menos que a situação fosse calamitosa, e tudo isso nem ao menos existia ontem, como poderia eu estar largado ao chão simplesmente por não entender a ordem dos fatores e suas as conseqüências...
Foi um curto nas relações neuro-sensoriais, nada me passava desapercebido mas tudo que eu vera não cabia dentro da minha compreensão. Por hora sem rumo, sem raça, sem cor.. apenas obedecendo o estimulo de respirar para não padecer ali, com a minha raiva.
É triste e desesperador dizer, mas não há sensação mais extrema do que aquela que não se pode conter.. quando isso trata de você mesmo.
A musica alta, me levando a movimentos que em contradição aos meus olhos eu acabava cometento de forma desapercebida, o vento intenso que passava por aquela janela aberta, ocasionado pelo imenso pedaço de metal sobre rodas que cortava a rodovia na casa dos 100 km/h e o sábio tempo foram me devolvendo a mim mesmo, me assentando dentro do corpo que fora encarnado, e em alguns minutos Deus me devolveu a habilidade de falar e a necessidade de beber.
Não tem nada nesse lugar que valha uma lágrima, talvez por isso tenha apenas um orgulho quando me lembro daqueles momentos, porque desses olhos não sairam umas lagrima sequer.
Enfurecido pelos desencontros proporcionados pela má intenção alheia, seus pensamentos passavam do vermelho ao negro e vice-versa, afinal quem que ousara subtrair de mim o orgulho?
Não me dobraria a ninguém ao menos que a situação fosse calamitosa, e tudo isso nem ao menos existia ontem, como poderia eu estar largado ao chão simplesmente por não entender a ordem dos fatores e suas as conseqüências...
Foi um curto nas relações neuro-sensoriais, nada me passava desapercebido mas tudo que eu vera não cabia dentro da minha compreensão. Por hora sem rumo, sem raça, sem cor.. apenas obedecendo o estimulo de respirar para não padecer ali, com a minha raiva.
É triste e desesperador dizer, mas não há sensação mais extrema do que aquela que não se pode conter.. quando isso trata de você mesmo.
A musica alta, me levando a movimentos que em contradição aos meus olhos eu acabava cometento de forma desapercebida, o vento intenso que passava por aquela janela aberta, ocasionado pelo imenso pedaço de metal sobre rodas que cortava a rodovia na casa dos 100 km/h e o sábio tempo foram me devolvendo a mim mesmo, me assentando dentro do corpo que fora encarnado, e em alguns minutos Deus me devolveu a habilidade de falar e a necessidade de beber.
Não tem nada nesse lugar que valha uma lágrima, talvez por isso tenha apenas um orgulho quando me lembro daqueles momentos, porque desses olhos não sairam umas lagrima sequer.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Princípios e Seus Homens
Os ventos falam ao pé da orelha, descrevendo o universo a desvendar;
Uma única e singela chama a guiar, dentre ao que antes era completo escuro;
Alimentando-se da certeza sempre estática no seu eu interior;
Todas as mares, todos os tornados.. dobrarão perante apenas um sussurro;
Preso em um emaranhado de motivos para seguir, não resta um talvez se quer;
É sim tão imenso quanto belo aquele horizonte almejado;
Grandeza tamanha que compara-se a fé dos homens que seguem sem hesitar;
O paraíso se apresenta naquele amor que fora por vezes desprezado...
Homem de principio, buscando a sabedoria em gestos verdadeiros e simples;
Homem que por fim, dirá que jamais optou por um passo atrás;
De bom grado seria a todos a certeza de ter feito desta vida algo lindo e louvável;
De bom grado é a todos ver tal homem perante a que lhe satisfaz.
Uma única e singela chama a guiar, dentre ao que antes era completo escuro;
Alimentando-se da certeza sempre estática no seu eu interior;
Todas as mares, todos os tornados.. dobrarão perante apenas um sussurro;
Preso em um emaranhado de motivos para seguir, não resta um talvez se quer;
É sim tão imenso quanto belo aquele horizonte almejado;
Grandeza tamanha que compara-se a fé dos homens que seguem sem hesitar;
O paraíso se apresenta naquele amor que fora por vezes desprezado...
Homem de principio, buscando a sabedoria em gestos verdadeiros e simples;
Homem que por fim, dirá que jamais optou por um passo atrás;
De bom grado seria a todos a certeza de ter feito desta vida algo lindo e louvável;
De bom grado é a todos ver tal homem perante a que lhe satisfaz.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Quem Iria te Contrariar?
Vislumbrar situações inesperadas, caindo de cabeça em um mundo completa e profundamente novo, sentindo-se azul em meio aos vermelhos e gaguejando nas palavras que pensara em dizer. Bem vindo ao novo lar de alguém que sentira em si um resquício daquele sentimento chamado desprezo, e quem lá iria te contrariar?
Tomado por um medo que não lhe faz correr, mas sim lhe dá coragem para golpear, aquele que veria por anos em seus pés descalços o motivo para atingir o céu!
Nos poucos recursos os paus para construir a canoa e em sua canoa ele encontraria então as Américas, tudo a partir disso seria felicidade incondicional, como aqueles dos filmes americanos de caráter duvidoso, e enfim, quem precisaria de um caráter se nascesse americano?
Em seu plano infalível não se via mínima Possibilidade de falha, o negro tão intenso que ao dito popular se diz azul, algo consistente e imponente, conduzido pela fé e pela violência e um animal não compreendido... até que então lhe fizeram faltar o chão e o ar para respirar, com as vistas turvas e semi avermelhadas com o próprio sangue, escutara ao fundo de seu terror algo que lhe remetera a suas origens, suas condições e seu saldo bancário.
Fora morto ali mais um “homem”, mais um grande amor ou grande compositor.. talvez um pai de família ou aquela estrela que iria nos fazer vivos.
Em meio a lobos não deveria existir o talvez, não se escapa da queda em um precipício. A vida dá todos essas as possibilidades, menos ou mais numerosas, o que depende no inicio de tudo a grosso modo é a classe social, não é passivo de compreensão ao cegos o que as cores representam, tão pouco aos poucos necessitados o quanto a pobreza pode marcar alguém. Eles tratam pessoas como números, sorriem e esquecem, ele nunca seria algum dos preferidos daquele lugar, ele seria no máximo o pobrezinho aceito por aqueles que conduzem isso tudo com mão molhadas na hipocrisia.
O destino está traçado, e é o pulsar de um coração capaz de contrariar a física, a translação, a rotação, o caralho a quatro... a capacidade de manchar o pálido dos rostos impecáveis com o roxo da dor, daquela mesma dor que a pobreza o fizeram sentir ao longo da vida.
Tomado por um medo que não lhe faz correr, mas sim lhe dá coragem para golpear, aquele que veria por anos em seus pés descalços o motivo para atingir o céu!
Nos poucos recursos os paus para construir a canoa e em sua canoa ele encontraria então as Américas, tudo a partir disso seria felicidade incondicional, como aqueles dos filmes americanos de caráter duvidoso, e enfim, quem precisaria de um caráter se nascesse americano?
Em seu plano infalível não se via mínima Possibilidade de falha, o negro tão intenso que ao dito popular se diz azul, algo consistente e imponente, conduzido pela fé e pela violência e um animal não compreendido... até que então lhe fizeram faltar o chão e o ar para respirar, com as vistas turvas e semi avermelhadas com o próprio sangue, escutara ao fundo de seu terror algo que lhe remetera a suas origens, suas condições e seu saldo bancário.
Fora morto ali mais um “homem”, mais um grande amor ou grande compositor.. talvez um pai de família ou aquela estrela que iria nos fazer vivos.
Em meio a lobos não deveria existir o talvez, não se escapa da queda em um precipício. A vida dá todos essas as possibilidades, menos ou mais numerosas, o que depende no inicio de tudo a grosso modo é a classe social, não é passivo de compreensão ao cegos o que as cores representam, tão pouco aos poucos necessitados o quanto a pobreza pode marcar alguém. Eles tratam pessoas como números, sorriem e esquecem, ele nunca seria algum dos preferidos daquele lugar, ele seria no máximo o pobrezinho aceito por aqueles que conduzem isso tudo com mão molhadas na hipocrisia.
O destino está traçado, e é o pulsar de um coração capaz de contrariar a física, a translação, a rotação, o caralho a quatro... a capacidade de manchar o pálido dos rostos impecáveis com o roxo da dor, daquela mesma dor que a pobreza o fizeram sentir ao longo da vida.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Ao que Tender?
Homens podem odiar com a mesma intensidade que amam, e talvez esteja exatamente nesse meio inconsistente a definição de satisfação ou tormento.
A pobreza de espírito daqueles apáticos desaponta, ou amedronta. Nunca ao menos pensaram em se jogarem de cabeça por medo de perderem o que havia para trás.
Os extremos talvez definam o homem, a dor só é dor quando não é mais possível acrescer dor ao sofrimento. E o que define um homem sem extremos? Qual seus limites?
Uma linha em seu marco central, uma vontade tendenciosa de optar para um dos lados e a incapacidade de dar o primeiro dos passos. Como meros coadjuvantes.
Não há notoriedade em atitudes efusivas, atitudes evasivas, parece exalar dó e desespero, há sim muito dessa atitude que desequilibra em palavras convictas, por menor o numero de palavras que forem ditas.
Homens não conhecem o amor, por que dizem amar sem pensar no que é amor.
A pobreza de espírito daqueles apáticos desaponta, ou amedronta. Nunca ao menos pensaram em se jogarem de cabeça por medo de perderem o que havia para trás.
Os extremos talvez definam o homem, a dor só é dor quando não é mais possível acrescer dor ao sofrimento. E o que define um homem sem extremos? Qual seus limites?
Uma linha em seu marco central, uma vontade tendenciosa de optar para um dos lados e a incapacidade de dar o primeiro dos passos. Como meros coadjuvantes.
Não há notoriedade em atitudes efusivas, atitudes evasivas, parece exalar dó e desespero, há sim muito dessa atitude que desequilibra em palavras convictas, por menor o numero de palavras que forem ditas.
Homens não conhecem o amor, por que dizem amar sem pensar no que é amor.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Conversa com Deus
Peguei todos os melhores sentimentos, os limpei diversas vezes até estarem apresentáveis, apliquei a eles valores e esperei que deles nascessem apenas bons frutos.
Talhei ao longo do caminho milhares de situações afim de deixar exposto minhas boas intenções com os que me cercavam, estendi a mão sempre que possível me aventurando também pelo impossível.
Montei uma realidade que talvez esteja sendo distorcida com o passar dos anos, que os caminhos mais árduos e sinuosos seriam os que mais o recompensaria ao fim.
Mas é como um pingo negro em meio a imensidão branca, como um flash percebe-se que não há mais chão.
Qual a bondade, em bondades que estão com segundas intenções, qual é o Deus que se crê quando se ajudar por medo de quando em posição desprivilegiada não haveria quem o socorresse.
Talvez Deus, nas frases onde este “amor” está presente, não seria assim difícil substituí-lo por “medo”, talvez Deus, a compaixão seja o ultimo sentimento que os homens desse novo mundo possam aprender, apenas quando a ganância e o individualismo lhes deixam suspirar.
Talhei ao longo do caminho milhares de situações afim de deixar exposto minhas boas intenções com os que me cercavam, estendi a mão sempre que possível me aventurando também pelo impossível.
Montei uma realidade que talvez esteja sendo distorcida com o passar dos anos, que os caminhos mais árduos e sinuosos seriam os que mais o recompensaria ao fim.
Mas é como um pingo negro em meio a imensidão branca, como um flash percebe-se que não há mais chão.
Qual a bondade, em bondades que estão com segundas intenções, qual é o Deus que se crê quando se ajudar por medo de quando em posição desprivilegiada não haveria quem o socorresse.
Talvez Deus, nas frases onde este “amor” está presente, não seria assim difícil substituí-lo por “medo”, talvez Deus, a compaixão seja o ultimo sentimento que os homens desse novo mundo possam aprender, apenas quando a ganância e o individualismo lhes deixam suspirar.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
.
De tão amplo que é, ofusca; De tão complexo, confunde; De tão profundo, desorienta;
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, há quem odeie e também há os que não entendem.
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, há quem odeie e também há os que não entendem.
Vida, Alguns Anos Mais Velho.
De tão amplo que é, ofusca; De tão complexo, confunde; De tão profundo, desorienta;
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, a quem odeie e também os que não entendem.
De tão belo, apaixona; De tão próximo, nos toca e de longínquo nos ilude.
Somos a imensidão inexplorada , uma tempestade de sentimentos mal planejada, o belo e o horrível num mesmo copo com álcool.
Deuses em potencial diminuídos em montanhas de frases inexpressivas, padrões pré estabelecidos de personalidade soltos cegos em meio a imensidão.
Homens pobres, fracos, trêmulos e amedrontados, cuspindo raiva gratuita ou amores sintéticos e pintando meras ilustrações de humildade leviana.
Se busca sentindo, enlouquece.. se os deixa definitivamente morrerá por desamor.
Um intermédio de inquietação, uma caixa de duvidas a vazar pelo ladrão.
A grandeza e a miséria da condição humana.
Há quem ame, a quem odeie e também os que não entendem.
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