domingo, 19 de junho de 2011

Distanciar-se


Eu havia vislumbrado mais uma etapa, imaginava que a tão falada experiência de vida nos era dada por meio de níveis, e a cada um novo nível alcançado as dificuldades deixadas para trás pareciam diminuir gradativamente.
Pensava em de alguma forma me dar valor, aplicar a mim mesmo significância para ser o condutor. Há quem diz que é ser orgulhoso e fútil mas pensei por vezes que antes orgulhoso e fútil do que infeliz, pensava freqüentemente que a limitação imposta por uma única forma de pensar, como um cristão que vê em Cristo todas as respostas, era de alguma forma vergonhoso, mas também que era essa condição é que nos dava os meios para existir.
Aprendi durante um tempo que era arriscado esperar da minha sensatez as melhores atitudes pois as coisas sempre se redobravam na minha frente, insistentemente comportando-se a modo que fazia me contrariar. Vi que se colocasse os mencionados auto valores para cima, mesmo que mentindo para mim, eu automaticamente me sentiria a vontade de lidar com qualquer situação, com a frieza que um general de guerra assaria uma costela com seus filhos no fim de semana.
Iria aplicar o desapego simbólico, cômico e teatral, mas iria de alguma forma montar barreiras de auto proteção, sem de fato ligar para que os demais falassem.. na verdade passei a ver a minha preocupação com a opinião alheia como meu maior defeito, percebi-me preso a um aglomerado de conceitos gerais e disso passei a enojar tamanha mesquinhez. Visivelmente conceitos gerais não são aplicados a mim, da mesma forma que no interior de cada um eles não seriam aplicáveis.
Decidi aprender a não amar, deveria saber fazê-lo e me senti na obrigação de por em pratica essa atrocidade aos sentimentos humanos. A verdade que todo aquele glamuor envolto das paixonites e das amizades sem fim não lhe serviria de nada num momento de desespero e baixa estima. Achei que em boa parte das vezes nossos cérebros por tolos que são nos condicionavam a uma pré disposição ao apego, quando isso era o caminho do suicídio do amor próprio.

sábado, 11 de junho de 2011

Delimita-se

Eles optaram por colocar em Deus seus pesares, direcionando um fim ao turbulento da vida e ao que não coexiste com a natureza de ser.
Vejo tanto amor e ódio neles quanto em mim, vejo o mesmo potencial caótico de dizimação e a mesma capacidade de encantar os tolos, vejo desespero e primitivismo, mas vejo também um fim, o ponto final do parágrafo existir.
Existe dentro daquelas cabeças uma margem de delimita onde pisar ou não, uma guilhotina que parte a expansão da mente em um ponto onde tudo é firme, e a compaixão ainda fala mais alto que a autonomia.
Dentro de um catalogo pré definido de ações, posicionar-se diante de alguma situação se torna um hábito cotidiano e não lógico, talvez passivo de arrependimento mas, um arrependimento superficial e simplório, facilmente superado com algumas dozes de algo alcoólico e musicas falando “satisfaction” ao pé da orelha.
Mais informações são mais responsabilidades, mais possibilidades são mais raciocínio, mais sensatez torna-se mais remorso, e remorso sempre será dor.

domingo, 5 de junho de 2011

Ao Que Me Passa...

Há de alguma forma, e sei que há! Essa felicidade que nos dá direção, e em amor paterno, fraterno, platônico... o mundo se auto desenha, sim, como se os sentimentos modulassem nosso interior e nos expandissem ao além (e infinito).
Em uma direção concreta pessoas não se questionam, pessoas vivem! Pessoas são pessoas como pessoas deveriam ser, elas não brincam de Deus e se acaso brincarem para essas “pessoas” (ainda tratando-as como pessoas, pois é que são) realmente não estariam em duvida sob suas brincadeiras.
A diferença entre uma pessoa que conseguiu os céus de uma que acaba no fim do poço é a direção de seus avanços, a felicidade que gerou a direção que consequentemente gera a confiança em apostar são as mesmas, aparentemente, acabando assim a cargo de Deus (me permito aqui chamar-lo assim) lhe disponibilizarem as ferramentas para o sucesso ou caos absoluto.
Penso que de modo distinto os seres evoluídos formaram métodos de não questionarem e simplesmente agirem, numa declaração simplória de “foda-se as conseqüências, esse sou eu!”, a formulas demais pra um resultado visível, e pra garantirem que isso não lhe trariam muitas dores de cabeça colocam pra cima a estimativa, dado os fatos ou se dão muito bem ou se matam-se de vez.. mas lembrarão sempre que aquele eram eles, apenas eles ao fundo de suas essências.