
Eu havia vislumbrado mais uma etapa, imaginava que a tão falada experiência de vida nos era dada por meio de níveis, e a cada um novo nível alcançado as dificuldades deixadas para trás pareciam diminuir gradativamente.
Pensava em de alguma forma me dar valor, aplicar a mim mesmo significância para ser o condutor. Há quem diz que é ser orgulhoso e fútil mas pensei por vezes que antes orgulhoso e fútil do que infeliz, pensava freqüentemente que a limitação imposta por uma única forma de pensar, como um cristão que vê em Cristo todas as respostas, era de alguma forma vergonhoso, mas também que era essa condição é que nos dava os meios para existir.
Aprendi durante um tempo que era arriscado esperar da minha sensatez as melhores atitudes pois as coisas sempre se redobravam na minha frente, insistentemente comportando-se a modo que fazia me contrariar. Vi que se colocasse os mencionados auto valores para cima, mesmo que mentindo para mim, eu automaticamente me sentiria a vontade de lidar com qualquer situação, com a frieza que um general de guerra assaria uma costela com seus filhos no fim de semana.
Iria aplicar o desapego simbólico, cômico e teatral, mas iria de alguma forma montar barreiras de auto proteção, sem de fato ligar para que os demais falassem.. na verdade passei a ver a minha preocupação com a opinião alheia como meu maior defeito, percebi-me preso a um aglomerado de conceitos gerais e disso passei a enojar tamanha mesquinhez. Visivelmente conceitos gerais não são aplicados a mim, da mesma forma que no interior de cada um eles não seriam aplicáveis.
Decidi aprender a não amar, deveria saber fazê-lo e me senti na obrigação de por em pratica essa atrocidade aos sentimentos humanos. A verdade que todo aquele glamuor envolto das paixonites e das amizades sem fim não lhe serviria de nada num momento de desespero e baixa estima. Achei que em boa parte das vezes nossos cérebros por tolos que são nos condicionavam a uma pré disposição ao apego, quando isso era o caminho do suicídio do amor próprio.