Peguei todos os melhores sentimentos, os limpei diversas vezes até estarem apresentáveis, apliquei a eles valores e esperei que deles nascessem apenas bons frutos.
Talhei ao longo do caminho milhares de situações afim de deixar exposto minhas boas intenções com os que me cercavam, estendi a mão sempre que possível me aventurando também pelo impossível.
Montei uma realidade que talvez esteja sendo distorcida com o passar dos anos, que os caminhos mais árduos e sinuosos seriam os que mais o recompensaria ao fim.
Mas é como um pingo negro em meio a imensidão branca, como um flash percebe-se que não há mais chão.
Qual a bondade, em bondades que estão com segundas intenções, qual é o Deus que se crê quando se ajudar por medo de quando em posição desprivilegiada não haveria quem o socorresse.
Talvez Deus, nas frases onde este “amor” está presente, não seria assim difícil substituí-lo por “medo”, talvez Deus, a compaixão seja o ultimo sentimento que os homens desse novo mundo possam aprender, apenas quando a ganância e o individualismo lhes deixam suspirar.
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