Atrás de um volante um covarde tornou-se um gladiador, perante os seus olhos nenhum obstáculo perpetuaria. Não! Não enquanto o desafiado da vez for eu.
Enfurecido pelos desencontros proporcionados pela má intenção alheia, seus pensamentos passavam do vermelho ao negro e vice-versa, afinal quem que ousara subtrair de mim o orgulho?
Não me dobraria a ninguém ao menos que a situação fosse calamitosa, e tudo isso nem ao menos existia ontem, como poderia eu estar largado ao chão simplesmente por não entender a ordem dos fatores e suas as conseqüências...
Foi um curto nas relações neuro-sensoriais, nada me passava desapercebido mas tudo que eu vera não cabia dentro da minha compreensão. Por hora sem rumo, sem raça, sem cor.. apenas obedecendo o estimulo de respirar para não padecer ali, com a minha raiva.
É triste e desesperador dizer, mas não há sensação mais extrema do que aquela que não se pode conter.. quando isso trata de você mesmo.
A musica alta, me levando a movimentos que em contradição aos meus olhos eu acabava cometento de forma desapercebida, o vento intenso que passava por aquela janela aberta, ocasionado pelo imenso pedaço de metal sobre rodas que cortava a rodovia na casa dos 100 km/h e o sábio tempo foram me devolvendo a mim mesmo, me assentando dentro do corpo que fora encarnado, e em alguns minutos Deus me devolveu a habilidade de falar e a necessidade de beber.
Não tem nada nesse lugar que valha uma lágrima, talvez por isso tenha apenas um orgulho quando me lembro daqueles momentos, porque desses olhos não sairam umas lagrima sequer.
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Um comentário:
PLUTO DA VIDA...
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